Em 22 de agosto, o Brasil comemora o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. No Estado de São Paulo, um decreto estadual instituiu agosto como o mês do folclore.
Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".
Da colonização açoriana permaneceram traços fortes em Bombinhas, presentes nos ranchos dos pescadores, nas festividades e folguedos e na rotina cotidiana, como os hábitos alimentares.
Folclore de Bombinhas
As canoas de um só pau também são um legado histórico. Feitas, como o próprio nome diz, de um único tronco de árvore, geralmente madeira de guarapuvú, como as de Carlos Adrião Pinheiro, na Praia da Sepultura.
Com o progresso, as tradições folclóricas tendem ao desaparecimento, defendidas com Ênfase por ONG's e associações, que lutam pela preservação e até mesmo resgate dessa cultura, rica em valores históricos. Em janeiro de 1995 foi implantado um projeto de resgate da cultura açoriana em Bombinhas.
Festas Religiosas - As populares quermesses, onde são feitas homenagens aos santos padroeiros continuam no calendário local. Festas do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora dos Navegantes, com missa e procissão são belos exemplos. As procissões, por terra ou por mar, são organizadas pelos festeiros, com o envolvimento de toda comunidade.
Boi-de-Mamão -É a mais popular das brincadeiras do folclore brasileiro. É conhecida também como bumba-meu-boi, boi-bumbá, boi-da-cara-preta conforme a região ou boi-de-mamão, como em Santa Catarina. O tema épico deste folguedo contagiante é Morte e Ressurreição do Boi. As coreografias seguem a música e os figurantes dançam seguindo o chamado do cantador, que geralmente improvisa os versos. Os personagens mais marcantes são: o boi, o cavalo-do-meirinho, o vaqueiro, a bernúncia, o Mateus e a Maricota. Mas são comuns as figuras da cabrinha, do macaco, do urso, do urubu, o marimbondo miudinho, o cachorro, a jaruva, etc.
Em julho de 1998 foi fundado o Instituto BoiMamão, com o objetivo de defender o patrimônio histórico e cultural de Bombinhas. Funciona em um antigo engenho de farinha, para visitar é necessário agendar previamente. Site
Pau-de-Fitas - Esta dança parece estar ligada à antiga comemoração da floração das árvores. É dançada em pares soltos, independentes ou coletivos e em número de pares múltiplos de quatro ( 8, 12 ou 16 pares). Um mestre-sala leva o pau-de-fitas até o centro da roda, onde permanece durante toda a dança. Na coreografia os pares seguram as fitas, que são trançadas e destrançadas, de forma caprichosa conforme o embalo musical. Antigamente os grupos iam de casa em casa dançando o pau-de-fitas. Nos dias atuais pode ser apreciada em manifestações típicas, em especial nas festas juninas da comunidade.
Terno-de-Reis -São grupos compostos por três cantores acompanhados ou não, por instrumentos musicais, que visitam as casas anunciando o nascimento de Jesus Cristo, no período entre o Natal e a festa dos Santos Reis, comemorada no dia 6 de janeiro. As famílias recebem os cantores com bebidas típicas e quitutes caseiros. Hoje a cantoria restringe-se aos povoados do interior.
Festas Religiosas - As populares quermesses, onde são feitas homenagens aos santos padroeiros continuam no calendário local. Festas do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora dos Navegantes, com missa e procissão são belos exemplos. As procissões, por terra ou por mar, são organizadas pelos festeiros, com o envolvimento de toda comunidade.
Boi-de-Campo - É atualmente a brincadeira mais polêmica do litoral catarinense. Reconhecida desde o balneário Gaivota até Itapoá, esta prática, na qual o boi é a figura principal, passa de geração em geração há pelo menos 230 anos. A brincadeira pretende mostrar o respeito e a admiração por este animal, que tanto contribuiu ao homem como força de trabalho e alimentação. Mesmo assim, muitas pessoas discordam do evento.
Os antigos moradores das cidades litorâneas de Santa Catarina a chamavam de "brincadeira de boi bravo", boi-de-campo ou boi-de-vara. Nos últimos 30 anos tornou-se conhecida por farra-do-boi.
A tradição oral de Bombinhas conta que antigamente eram trazidas tropas de bois e as pessoas mais experientes escolhiam o animal, soltando-o para as brincadeiras, durante a Semana Santa. Os participantes emaranhavam-se na mata atrás do boi, provocando-o, de tal forma que virava literalmente uma farra-do-boi.
Carnaval na Praia - Na década de 50, a comunidade mantinha saudável e divertida forma de comemorar o carnaval. As moças vestiam suas fantasias carnavalescas e saiam pela praia em cordão, puxado pelo Rei Momo. Hoje o cordão de carnaval pela praia foi substituído por escolas de samba, formadas pelos moradores e turistas mais assíduos. As escolas mais tradicionais são a Furiosa e a Unidos da Vila do Sapo.
Festas Juninas - João, Pedro e Antônio são os santos homenageados com festas no mês de junho, principalmente pela comunidade açoriana. As festas juninas em Bombinhas são geralmente realizadas pela rede de ensino, com características didático-culturais e o objetivo de arrecadar fundos para investimentos nas escolas. As principais atrações das festas juninas são a dança da quadrilha, o casamento caipira e a dança do pau-de-fitas.
Pão-por-Deus - Brincadeira herdada dos descendentes açorianos, cuja finalidade era pedir a alguém uma prova de amor e de amizade. As pessoas faziam um coração de papel recortado, que continha um versinho e o enviavam, com um presente ou um bolo confeitado em forma de coração, sendo gentilmente correspondidas.
Pasquim - De acordo com o Dicionário Aurélio, pasquim é uma sátira afixada em lugares públicos, um jornal ou panfleto difamador. O pasquim foi e continua sendo um dos meios de comunicação apócrifos, de descendência açoriana, de grande beleza e criatividade. Eram manuscritos, em forma de versos, colocados em bares e vendas, ou debaixo das portas das residências, sempre que um assunto, "fofoca", envolvesse alguém da comunidade. Os boatos e gozações espalhavam-se rapidamente, sem identificação dos autores, para desespero dos envolvidos, que poderiam ser bem ou mal falados.












